A inspiração é na onça preta e nos grafismos marajoaras para demarcar a presença indígena Tupinambá que tem origem marajoara e que se estabeleceu em Mairi/Belém 400 d.c, após um cataclisma a cidade de Maenry foi reconstruída e depois foi invadida e apagada pela colonização e até mesmo os próprios povos desta cidade indígenas foram considerados extintos. Atualmente muitos povos de origem indígena que moram em Belém vêm despertando e demarcando a partir da memória e de seu corpo a sua própria existência Tupinambá, que não foi extinta, mas sim apagada. Como as onças, os Tupinambá vem resistindo e existindo.
Moara's Bio': Moara Tupinambá nasceu em Mairi - Belém do Pará, membra da aldeia Tucumã Tupinambá do Tapajós. Articuladora e fundadora do coletivo de mulheres artistas Amazônidas Marpara. Organizadora e criadora do GEMTUPY. É artista visual e curadora ativista. Utiliza desenho, pintura, colagens, instalações, escrita, vídeo-entrevistas, fotografias, literatura. Sua poética percorre cartografias da memória, identidade, ancestralidade e reafirmação tupinambá na Amazônia. Participante do Museu de Arte de Rua 2024, com o Mural "A vovó Samaúma", no Perus em SP. Participou da Exposição Fruturos, pelo Museu do Amanhã, com a exposição "Maenry, Tupinambá eu existo!", em Belém do Pará em 2024. Também participou com a obra "Manto Tupinamba de Maery", na Bienal das Amazonias de 2023, com curadoria de Keina Eleison, Sandra Benites e Vânia Leal. "É autora do livro “O sonho da Buya-wasú”, da editora Miolo Mole. Participou como convidada da Bienal das Amazônias em 2023. Ganhou o oitavo prêmio de artes do Instituto Tome Ohtake em 2022.
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