Este trabalho foi baseado em alguns elementos que fazem parte da floresta como a vegetação que é esse verde que nós temos tão intenso, que diariamente faz parte da nossa vida aqui no Norte. Em conjunto, me inspirei nos povos originários ao usar esses gráficos que fazem parte da nossa cultura e dos nossos ancestrais que estão presentes no conhecimento e na identidade de cada um de nós. E por último, me inspiro na onça que é muito representativo na Amazônia, que por si só é um animal lindo com suas belas cores e importância dentro da natureza.
Marinaldo's Bio': Colagens de azulejos de Belém bandeirolas de procissões desenhos nublados de figuras / cotidiano vivenciado nos desenhos nas telas nas montagens coroas recortadas de lata dourada prateada encimando assemblages sagrados corações ou corações de galinha palavras do dia a dia decorando os compartimentos de armários verticais/horizontais subdivididos em planos quadrados retangulares armários desenhados pintados montados em madeira rústica ( “parti do armário meu pai trabalhava com madeira fazia as peças para a casa brincávamos de esconder” com o fascínio do “dentro do armário”). Daí ser a constante de Marinaldo o armário fechado ou com prateleiras com objetos a partir do material colhido na cidade na casa na rua nas festas no restaurante no bairro. Mas o desenho geométrico se impõe nos quadrados ou retângulos da superfície para o observador. Pinturas e compartimentos povoados com imagens de garças pedaços de madeira colorida pregos enfileirados martelados louças latas recortadas amassadas inscritas com datas pratos de ágata decorados, objetos do mercado, perfis de lata arames condutores retorcidos lembretes balões ou “splashes” de quadrinhos a figura ou o carro do Batman a constante dos pés triangulares dos armários montados ou pintados e a projeção dos apertos de cada dia / “Bangalô do agiota” “Pago hoje”/ “Aparelho de fazer gato medidor de luz”. E de repente nada de gambiarras mas um construtivo como o foram o “Armário do bicho” (1997) seco de invejável reducionismo cromático ou “Trouxudu” (2004) engenho/montagem.
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